domingo, 19 de junho de 2011
Alfabetização
Embora proclamem a todo momento os progressos obtidos na alfabetização, os "gonverno" federal, estadual e municipal insistem em placas e faixas com erros de ortografia e concordância.
O que nos leva a crer num longo caminho a ser percorrido ainda.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Rasgando dinheiro
(Este post foi publicado em junho de 2011 e posteriormente retirado. Infelizmente a situação só se agravou de lá pra cá. Republico-o, então.)
Rasgar dinheiro é considerado por muitos como sintoma definitivo de insanidade. Aplica-se ao rasgar, propriamente dito, como também a ingerir dinheiro ou mesmo rebolar no mato. E, acredito, tanto faz se é dinheiro próprio ou de terceiros. É sintoma muito forte.
Rasgar dinheiro é considerado por muitos como sintoma definitivo de insanidade. Aplica-se ao rasgar, propriamente dito, como também a ingerir dinheiro ou mesmo rebolar no mato. E, acredito, tanto faz se é dinheiro próprio ou de terceiros. É sintoma muito forte.
No caso de dinheiro público, acredito não haver ainda uma jurisprudência firmada. O que talvez explique a pouca cerimônia com que os responsáveis pela sua administração o desperdiçam. É o que vemos, diariamente, à luz do dia, nesta obra realizada às margens da rodovia CE 187, no caminho do bairro São Sebastião. Um aterro de proporções monumentais, com grande movimentação de terra, intenso movimento de caçambas, máquinas, apontadores, fiscais, curiosos, prenunciando uma grande obra. Que o bom senso diz, claramente, estar sendo feita no lugar errado. Com certeza, haveria nesta cidade um lugar onde ela ficaria bem mais barata.
Ali mesmo, no local da obra, foi construído, no início do primeiro mandato da atual administração, um equipamento adequado ao local: uma pista de cross, bastante usada em seu início. Uma obra barata e interessante, que com calendário adequado e gestão profissional eficiente, ainda hoje poderia estar servindo a população de Ubajara, inclusive no aspecto de educação quanto ao uso seguro de motos.
O dinheiro movimentado pelo poder público, seja ele municipal, estadual ou federal, não cai do céu. É retirado de cada um dos moradores através dos impostos. De cada três quilos de feijão que cada um de nós compra, um vai para pagar a máquina do governo e custear serviços e obras em benefício da população. É um bocado de dinheiro, conseguido através de muito suor e jornadas de trabalho, que em alguns casos, vão de domingo a domingo, com uma folga no domingo a tarde. Por isso mesmo mereceria um maior respeito pelo poder público.As caçambas, máquinas, pessoal, terra, enfim os recursos disponibilizados aqui poderiam ser aplicados em outras obras - ali mesmo em frente tem uma estrada necessitando de reparos.
A imprensa nos leva a acreditar que a grande responsável pelo desperdício do dinheiro público é a corrupção. Na realidade, a corrupção é praga antiga, ainda não debelada, que causa grande estrago nos recursos públicos. Mas com certeza o descaso pela aplicação criteriosa dos recursos públicas causa prejuízo maior. No caso de corrupção ainda existem os que se beneficiam e usufruem destes recursos.
No caso do desperdício o prejuizo é total.
Uma pergunta simples que gostaria de fazer a todos os envolvidos ali nesta obra: "se fosse com seus próprios recursos, você faria uma obra deste tipo?"
Seria interessante observar as respostas.
sábado, 26 de março de 2011
ficha limpa se fux
Eis que chega o novo ministro, com notável saber jurídico e independência, e proclama seu voto restabelecendo de pronto o estado de direito, ameaçado por lei casuística, que ameaçava deixar fora do Congresso Nacional eminentes senhores de colarinho branco, apenas porque tinham se descuidado na manipulação do dinheiro público e alguns outros deslizes menores, nada que colocasse em risco as instituições, como tentava fazer a malfadada lei.
Que afinal fora proposta pelo povo, se aproveitando de facilidades oferecidas pela atual Constituição, que não levou em conta quanto ele pode ser inconveniente. E só fora aprovada por pressão popular, pressão esta que pode nos transformar num novo Egito, se pegar esta moda de sair linchando corruptos, sem considerar a presunção de inocência, os infindaveis recursos e as muitas instâncias que se precisa percorrer, antes que prescreva um crime.
Que afinal fora proposta pelo povo, se aproveitando de facilidades oferecidas pela atual Constituição, que não levou em conta quanto ele pode ser inconveniente. E só fora aprovada por pressão popular, pressão esta que pode nos transformar num novo Egito, se pegar esta moda de sair linchando corruptos, sem considerar a presunção de inocência, os infindaveis recursos e as muitas instâncias que se precisa percorrer, antes que prescreva um crime.
Acredito ser bem atual a proposta de constituição feita por Capistrano de Abreu, aqui do Maranguape, quando disse de forma bem simples:
Art. 1º - Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.
Parágrafo único: Revogam-se as disposições em contrário.
Parágrafo único: Revogam-se as disposições em contrário.
E tenho a certeza de que um indivíduo que não possa ser admitido no serviço público, por concurso, por falta de bons antecedentes, não poderia ter o registro de candidatura aceito.
Foi dado o pontapé inicial para o sepultamento desta lei. Em 2012, vão concorrer às eleições centenas de prefeitos que tiveram sua contas desaprovadas nos TCMs, TCUs e correlatos, alegando inocência das acusações, perseguição e quejandos.
E nóis, cuma fica?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Tem coisa...
De repente para a bateria. Param os instrumentos. E a multidão leva o samba no gogó, segurando a evolução da Escola.O momento mágico do desfile das escolas de samba neste ano: de arrepiar!
Tem coisa que só a Mangueira faz!
Entendesse de futebol, o locutor da Globo saberia que aquele era acontecimento único, gol de placa, daqueles que obrigam o juiz a pegar a bola, entregar pro craque e encerrar a partida. Depois daquele instante, nada mais fazia sentido.
Lance digno de replay, dispensando comentários óbvios, pela força em si.
Os jurados, porém, ficam encastelados numa bolha, escutando apenas a locução da dona do desfile e certamente não tiveram noção do que estava acontecendo ali na avenida, debaixo de seus narizes. E inda teve um que tacou uma nota 9 na bateria da Mangueira, a nota mais baixa dada a qualquer bateria que tenha participado do desfile. Pode?!?
Acabava de ser reinventada a paradinha. De ser dada a ela uma nova e eletrizante dimensão. E a dona da bola lá, fazendo ouvidos de mercador, empenhada em fazer vitoriosa a escola por ela patrocinada, com um desfile belo e saboroso como um bolo de isopor.
Tem coisas que só a Mangueira faz!
Ousadia, surpresa, inovação. É isso que faz a magia do Carnaval carioca. Sempre pronto a se reinventar, como o futebol brasileiro. Seguro e irreverente como um gol de Neimar.
A bênção Cartola e Carlos Cachaça. A bênção Nélson Cavaquinho. A bênção todos os mangueirenses, que seguram a chama desta escola, a mais querida e apaixonante de todas.
Mangueira é Nação ... é Comunidade!
"Minha festa", teu samba ninguém vai calar...
(esta bela foto da comissão de frente, que trouxe o morro pra Sapucaí é de autoria de Lucíola Villela, a quem presto minha homenagem)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A vontade do rei
Eis que em convocação extraordinária, para votar matérias urgentes de interesse do governo, o governador envia mensagem que na prática revoga toda a legislação ambiental existente no País.
Isto numa semana em que vimos que com a natureza não se brinca.
É muito triste ver um governador tão jovem, com a visão esclerosada de que é o meio ambiente que atrapalha o pogrécio.
Na realidade o que astravanca o pogréçio é a inguinoransa.
Mas como nossos deputados, com honrosas exceções, comem na mão do governador e preferem uma vantagem agora que o futuro das novas gerações, as chances de aprovação deste absurdo são as maiores possíveis.
Isto numa semana em que vimos que com a natureza não se brinca.
É muito triste ver um governador tão jovem, com a visão esclerosada de que é o meio ambiente que atrapalha o pogrécio.
Na realidade o que astravanca o pogréçio é a inguinoransa.
Mas como nossos deputados, com honrosas exceções, comem na mão do governador e preferem uma vantagem agora que o futuro das novas gerações, as chances de aprovação deste absurdo são as maiores possíveis.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Esse também penou...
De repente, em Brasília, um papo com Juscelino, vítima de uma campanha tão suja e demolidora, como a que a imprensa hoje desfere contra o Lula. Que ele enfrentou serenamente e terminou a vida respeitado e admirado pelo povo.
Somos um povo de memória curta, como nos quer convencer a imprensa? Ou de tanto levar pancada optamos hoje por escolher o que nos parece ser o melhor para nossas vidas?
Com certeza aprendemos muito. E com a melhoria de condições de vida, com feijão no prato, podemos ver com mais clareza o melhor caminho pro nosso futuro, sem medo de andar para a frente.
Somos um povo de memória curta, como nos quer convencer a imprensa? Ou de tanto levar pancada optamos hoje por escolher o que nos parece ser o melhor para nossas vidas?
Com certeza aprendemos muito. E com a melhoria de condições de vida, com feijão no prato, podemos ver com mais clareza o melhor caminho pro nosso futuro, sem medo de andar para a frente.
sábado, 11 de setembro de 2010
Isso a imprensa não mostra
Andando pelo sertão do Ceará, num ano de seca, tenho visto uma porção de coisas que tem mudado a vida e a atitude do sertanejo diante deste fenômeno cruel. Coisas muito simples, mas que fazem uma diferença danada pra vida das pessoas. Como a mandala, por exemplo, um sistema de produção irrgigada, na forma que lhe dá o nome, utilizando um quarto de hectare, que dá pro agricultor cultivar o alimento pra sua família e ainda sobra um excedentezinho, que junto com o que sobra dos vizinhos, eles levam pra feira, ali, na sua cidade mesmo, e ainda consegue um troco pra alguma despesa. Usa a água que está armazenada no açude ou em poços que ele cavou em terras de aluvião e vão dando para ele conviver com a seca, com toda a dignidade. Tudo tecnologia simples e apropriada, sem custos elevados, sem grandes obras, sem licitações e empreiteiras, mas quando você olha o conjunto toma um espanto. Além disso ele aprendeu a armazenar a água da chuva em cisternas para beber e cozinhar e pode falar com muito orgulho - aqui não precisamos de caminhão pipa, este ícone da indústria da seca. Mas isto é uma realidade real que não está de acordo com a visão cristalizada que a imprensa faz dos pequenos deste país, tratados como uma massa de manobra, incapaz de pensar, imerso na ignorância e na preguiça. E imagens sensacionalistas e desgraças dão mais audiência, né mesmo?
Quem sabe a razão da imensa aprovação do governo Lula não esteja no fato de que ele acredita nos pequenos, se dispõe a estimular a adoção de ações deste tipo e cria políticas consistentes para fortalecer a agricultura familiar e combater a miséria no campo.
Seria pedir muito que a imprensa desse uma volta pelo mundo real pra ver que existe muito mais coisas neste país do que os factóides que ela espiiiiicha até inventar outro?
Quem sabe a razão da imensa aprovação do governo Lula não esteja no fato de que ele acredita nos pequenos, se dispõe a estimular a adoção de ações deste tipo e cria políticas consistentes para fortalecer a agricultura familiar e combater a miséria no campo.
Seria pedir muito que a imprensa desse uma volta pelo mundo real pra ver que existe muito mais coisas neste país do que os factóides que ela espiiiiicha até inventar outro?
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