quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fotografe primeiro, faça o foco depois


Clique na foto e veja o que acontece. Se gostou, veja mais.

Transporte público

Merecemos um transporte assim!
Já notaram que toda regulamentação em torno do transporte público, aqui em nossa abençoada terra , se dá em prejuízo do usuário?
Será por que ele ainda não juntou um dinheirinho pra comprar seu próprio carrinho, com as facilidades de juros 0,x%,  fazendo parte da nova classe emergente e insiste em lotar os ônibus e topics, que fazem a fortuna de seus privilegiados donos?
Cada vez que se anuncia uma medida, podemos ter certeza que vem junto uma diminuição da competição entre as empresas, com a consequente diminuição da qualidade de serviço prestado.
Imagino, se não seria possível, estabelecer regras claras de prestação de serviço e segurança aos usuários, liberando a entrada para qualquer empreendedor que se disponha a entrar no negócio?
Aqui, na terrinha, ficamos só com uma empresa para o transporte até Fortaleza e uma outra de topics para o tranporte regional.
No real, perdemos a opção de preços mais baratos, que aconteciam quando havia alguma competição: de Ubajara a Tianguá, a gente tinha a Linhares a R$ 1,00 e as topics a R$ 2,00. Hoje ficamos de topic a R$ 2,50, viajando superlotadas, com passageiros em pé, em segurança precária.
Fiscalização?!? Prá que? Houve um processo de concorrência. Findo isto o usuário que se lixe.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

23 de junho de 1911 - 23 de junho de 2011

Esta data marca os cem anos de nascimento de uma pessoa extraordinária.
Que deixou a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele um legado de alegria, bom humor, compreensão, ternura, decência e a convicção de que cada um de nós pode alcançar os nossos objetivos, graças ao próprio esforço.
Seu grande prazer era agradar os outros, o que fazia com muita dedicação e mimo. Não podia saber que alguém precisava ou tinha desejo de alguma coisa, que movia céus e terra para tornar isto realidade.
Nadava como poucos e adorava saltar da ponte para os rios cheios no inverno, com mortais acrobáticos, provocando suave censura da esposa, que achava aquilo exibicionismo dispensável.
Exímio pé-de-valsa, não perdia arrasta-pé de Campo Maior a Castelo, no Piauí, em seus tempos de solterice, montado em poderosa bicicleta para estes deslocamentos.
Funcionário público do Ministério da Fazenda, andou pelas coletorias de Piracuruca, Senador Pompeu, Cascavel, proporcionando aos filhos, ricas vivências. Encerrou sua carreira em Fortaleza, quando se aposentou como Auditor Fiscal do Tesouro Nacional. Sua entrada no serviço público se deu através de concurso, livrando-o de pedir favores ou prestar vassalagem a quem quer que fosse, o que lhe rendeu admiração firme a Getúlio Vargas, que introduziu este instrumento, até a sua morte.
É muito difícil descrever em palavras uma pessoa que era puro sentimento.
Para mim uma data especial.
Obrigado, papai, por tudo que você deixou conosco.

domingo, 19 de junho de 2011

Desenvolvimento sustentável

O conceito de desenvolvimento vigente em nosso País, desde 1500, considera apenas o crescimento econômico, aprofundando as desigualdades, excluindo e marginalizando os atores locais, considerados um magote de ignorantes, atrasados, destinados ao atropelamento pelas hiluxs da modernidade. Desprezam-se cultura, crenças, valores, saberes tradicionais, tratados como um entulho que atravanca o progresso, entendido como a substituição de sistemas tradicionais por um dito moderno. Troca-se também os atores locais, vistos como atrasados, por atores externos, que se acredita modernos. Na prática, atores externos poderosos e apoiados no Estado e atores locais desprezados pelo Estado - muitas vantagens para os primeiros e altas desvantagens para últimos.
Resultado: a economia cresce, a desigualdade aumenta, o retorno e reflexos sociais e econômicos para a região tornam-se discutíveis.
Fosse outra a visão dominante, certamente seria outra a situação de nossa agroindústria artesanal da cana de açúcar, com reflexos positivos em nossa cidade e região, particularmente na condição de seus moradores.
A partir dos anos 90, constatada a ineficácia do modelo desenvolvimentista vigente, começa-se a pensar o desenvolvimento a partir da ampliação da participação dos atores e instituições locais.
Com a ascenção do Presidente Lula ao poder surgem políticas públicas focadas nesta visão de desenvolvimento local sustentável, que encontram dificuldades em sua implementação, devido a falta de empenho dos poderes públicos locais, para quem o modelo anterior era mais vantajoso e a perda da confiança dos atores locais, escaldados pelas práticas anteriores.
O Plano Brasil sem Miséria, que busca aprofundar o alcance destas políticas, enfrentará dificuldades semelhantes. Muito apoio a ações assistencialistas, que favorecem a permanência de práticas clientelistas e falta de empenho na mobilização e organização das forças locais que conduzem a uma verdadeira mudança de padrão de vida.




Posted by Picasa

Alfabetização


Embora proclamem a todo momento os progressos obtidos na alfabetização, os "gonverno" federal, estadual e municipal insistem em placas e faixas com erros de ortografia e concordância.
O que nos leva a crer num longo caminho a ser percorrido ainda.
Posted by Picasa

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Rasgando dinheiro


(Este post foi publicado em junho de 2011 e posteriormente retirado. Infelizmente a situação só se agravou de lá pra cá. Republico-o, então.)
Rasgar dinheiro é considerado por muitos como sintoma definitivo de insanidade. Aplica-se ao rasgar, propriamente dito, como também a ingerir dinheiro ou mesmo rebolar no mato. E, acredito, tanto faz se é dinheiro próprio ou de terceiros. É sintoma muito forte.

No caso de dinheiro público, acredito não haver ainda uma jurisprudência firmada. O que talvez explique a pouca cerimônia com que os responsáveis pela sua administração o desperdiçam. É o que vemos, diariamente, à luz do dia, nesta obra realizada às margens da rodovia CE 187, no caminho do bairro São Sebastião. Um aterro de proporções monumentais, com grande movimentação de terra, intenso movimento de caçambas, máquinas, apontadores, fiscais, curiosos, prenunciando uma grande obra. Que o bom senso diz, claramente, estar sendo feita no lugar errado. Com certeza, haveria nesta cidade um lugar onde ela ficaria bem mais barata.
Ali mesmo, no local da obra, foi construído, no início do primeiro mandato da atual administração, um equipamento adequado ao local: uma pista de cross, bastante usada em seu início. Uma obra barata e interessante, que com calendário adequado e gestão profissional eficiente, ainda hoje poderia estar servindo a população de Ubajara, inclusive no aspecto de educação quanto ao uso seguro de motos.
O dinheiro movimentado pelo poder público, seja ele municipal, estadual ou federal, não cai do céu. É retirado de cada um dos moradores através dos impostos. De cada três quilos de feijão que cada um de nós compra, um vai para pagar a máquina do governo e custear serviços e obras em benefício da população. É um bocado de dinheiro, conseguido através de muito suor e jornadas de trabalho, que em alguns casos, vão de domingo a domingo, com uma folga no domingo a tarde. Por isso mesmo mereceria um maior respeito pelo poder público.
As caçambas, máquinas, pessoal, terra, enfim os recursos disponibilizados aqui poderiam ser aplicados em outras obras - ali mesmo em frente tem uma estrada necessitando de reparos.
A imprensa nos leva a acreditar que a grande responsável pelo desperdício do dinheiro público é a corrupção. Na realidade, a corrupção é praga antiga, ainda não debelada, que causa grande estrago nos recursos públicos. Mas com certeza o descaso pela aplicação criteriosa dos recursos públicas causa prejuízo maior. No caso de corrupção ainda existem os que se beneficiam e usufruem destes recursos.
No caso do desperdício o prejuizo é total.
Uma pergunta simples que gostaria de fazer a todos os envolvidos ali nesta obra: "se fosse com seus próprios recursos, você faria uma obra deste tipo?"
Seria interessante observar as respostas.

sábado, 26 de março de 2011

ficha limpa se fux

Eis que chega o novo ministro, com notável saber jurídico e independência, e proclama seu voto restabelecendo de pronto o estado de direito, ameaçado por lei casuística, que ameaçava deixar  fora do Congresso Nacional eminentes senhores de colarinho branco, apenas porque tinham se descuidado na manipulação do dinheiro público e alguns outros deslizes menores, nada que colocasse em risco as instituições, como tentava fazer a malfadada lei.
Que afinal fora proposta pelo povo, se aproveitando de facilidades oferecidas pela atual Constituição, que não levou em conta quanto ele pode ser inconveniente. E só fora aprovada por pressão popular, pressão esta que pode nos transformar num novo Egito, se pegar esta moda de sair linchando corruptos, sem considerar a presunção de inocência, os infindaveis recursos e as muitas instâncias que se precisa percorrer, antes que prescreva um crime.
Acredito ser bem atual a proposta de constituição feita por Capistrano de Abreu, aqui do Maranguape, quando disse de forma bem simples: 
Art. 1º - Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.
Parágrafo único: Revogam-se as disposições em contrário.
E tenho a certeza de que um indivíduo que não possa ser admitido no serviço público, por concurso, por falta de bons antecedentes, não poderia ter o registro de candidatura aceito.
Foi dado o pontapé inicial para o sepultamento desta lei. Em 2012, vão concorrer às eleições centenas de prefeitos que tiveram sua contas desaprovadas nos TCMs, TCUs e correlatos, alegando inocência das acusações, perseguição e quejandos.
E nóis, cuma fica?